MUSIC

Reviews de álbuns inteiros track by track.

BOOKS

Reviews de livros. Sim, somos Pseudo-cults.

SÉRIES

Dicas de séries.

RANDOM

Textos, citações e aleatoriedades em geral.

domingo, 20 de maio de 2012

A Novata e os Jogos Vorazes

A novata conhecida com Joyce, ou simplesmente Joy é só mais uma contribuinte sem NENHUM embasamento além de suas opiniões e críticas, que está felicíssima por fazer parte de tudo isso!
Dica: Não me levem a sério e vamos aos jogos! 

Confesso que 2 meses atrás eu nunca tinha ouvido falar nessa série e foi com o filme que tive minha 1ª impressão...  literalmente sensacional, críticas fortes sobre guerras, mídia e principalmente reality shows foram evidentes, sai do cinema PRECISANDO ler os livros!

Eis que compro o box com os livros e 3 dias foram mais do que suficientes para ler a saga inteira. A princípio fui injusta com o 1º livro, não gostei muito da forma como a história foi narrada, achei também que apesar de todas as críticas já identificadas no filme a história num contexto geral era só mais um romance para adolescentes com algumas mortes, mas eu comecei a ler Em Chamas e junto com ele todas as consequências  da brutalidade dos Jogos Vorazes vieram à tona, mas foi em A Esperança que tudo mudou!

Li o livro em agonia, a cada página que eu virava era quase um tormento, a intensidade dos personagens e seus sentimentos tomaram conta de mim de tal maneira que eu não conseguia pensar em mais nada além de continuar a ler, o romance tão bonitinho do 1º livro já não tinha a menor importância, a dor dos personagens e a brutalidade de suas realidades me consumiu. Comecei a perceber que certas coisas quando perdidas são irrecuperáveis e por mais que se tente nunca mais será igual ao que era antes. As críticas sobre guerras, mídias,  mentiras, manipulação e submissão foram tão arrebatadoras que é claro no final eu achei que a saga era MUITO mais que isso. No fim acreditei que não eram só críticas, mas um verdadeiro aviso ao que poderemos  nos tornar e perder...  

Ps: Talvez seja eu e minha teoria de conspiração, mas de qualquer forma a leitura é altamente recomendável! 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cidade dos Deitados - Heloisa Prieto

UMA VISITA À TERRA DOS DEITADOS


Vasculhando o balaio de promoções da FNAC encontrei um livro pequeno, de capa dura e escura. Olhei para a capa e me apaixonei pelo desenho de caveira, que quase sorria para quem segurava o bloco de páginas. Escarnecia dos vivos. Não tive dúvidas ao levar para casa.
Literatura infanto-juvenil é como loteria, pode ser um espetáculo ou uma triste tentativa do autor. As páginas do miolo eram pretas e brilhantes, e as ilustrações eram soturnas e fascinantes, um trabalho de colagens, desenhos e fotografias.
Uma história doce e surrealista é preenchida nessas poucas 60 páginas negras que foram lidas por mim em pouco tempo, mas tempo suficiente para apreciar um excelente trabalho de edição, de ilustração e de criatividade.
E a lição que fica é que dos mortos tem medo quem é bobo, medo mesmo devemos ter é dos vivos!

domingo, 8 de abril de 2012

The Art Of Getting By


   "A Arte da Conquista" título brasileiro que expressa mal o conteúdo do filme, é mais um longa com protagonista em crise existencial na linha de "It's Kind Of a Funny Story", "Submarine" e talvez "Someday This Pain Will Be Useful To You", que eu ainda não vi para ter certeza, mas estou mencionando caso algum leitor imaginário encontre o download e me passe o link. 

   Apesar de não ser mais novidade, eu gosto desse tipo de filme, talvez por me identificar com seus protagonistas meio problemáticos que passam por momentos de questionamento da vida e da utilidade das tarefas cotidianas. No caso, George, não faz nenhuma lição de casa, por achar completamente inútil e ao mesmo tempo que considera quase tudo na vida inútil, não sabe definir o que seria útil, o que vale a pena viver, já que nós "nascemos sozinhos, morremos sozinhos e todo o resto é uma ilusão" então porque passar a vida trabalhando, suando, lutando? Por uma ilusão?
   
   Sua concepção da vida vai mudando conforme conhece e se envolve com Sally, mais uma vez Emma Roberts vem representar a descoberta do amor e salvar a vida de um garoto deprimido. Do jeito que eu falei pode parecer ruim, clichê e meio forçado, mas a personagem só ajudou a começar a mudança no garoto, depois, com ou sem ela, ele conseguiria seguir.

   O filme deixa a ideia de que George evoluiu para encontrar uma razão para viver assim como as pessoas "normais" (não necessariamente uma mudança para melhor), porém com o título, da para extrair que na verdade, ele não se alienou no sistema e agora é feliz, ele ainda é consciente da ilusão e da efemeridade da vida, só aprendeu a viver com isso. Anteriormente o título era "Homework", já haviam feito alguns trabalhos gráficos em cima desse título, mas resolveram mudar, ou seja, não é só um título aleatório.

   É incômodo sairmos da corrente para enxergar o todo, chega a ser angustiante começar a perceber que na verdade não somos tão únicos e diferentes, e que numa visão maior, grande parte das coisas que fazemos no dia a dia não faz sentido.
A vida é mesmo uma ilusão, mas até onde sabemos, é tudo o que temos.

Ps.:   Outro filme que entra no tema, só que de forma mais conceitual é "Melancholia", do polêmico Lars Von Trier, não sou cult o suficiente para fazer uma resenha dele. É um filme bem bonito, mas é artístico demais para mim.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Marina 2.0


   Lembram que eu falei sobre o lançamento de "Marina" de Carlos Ruiz Zafón, mesmo autor de "A Sombra do Vento" e "O Jogo do Anjo" AQUI? Pois então, já faz algum tempo que eu li o livro e aqui estou para passar minhas impressões a vocês, queridos leitores imaginários.
   O livro conta a história de uma aventura vivida por Oscar Drai, aos seus 15 anos, mofando entre as paredes de um internato enquanto um mundo cheio de vielas, arcos, alas, trevas e uma cidade modernista o esperava para ser descoberta. Oscar, sempre fugia nos intervalos e sentia o gosto da liberdade e do ar misterioso de Barcelona. Numa dessa escapadas, o garoto conhece Marina, jovem madura, olhos profundos, cabelos cor de feno e mais segredos. Juntos se envolvem num mistério a muito tempo enterrado no cemitério de Sarriá e Oscar finalmente foge do tédio.
    Assim como em seus outros dois títulos mais conhecidos, Zafón nos envolve num grande mistério, dessa vez com menos pontas soltas, porém, talvez com um pouco mais de fantasia. Acho que eu não estava preparada para a sobrenaturalidade que ia aparecer, algumas passagens me pareceram um tanto forçadas, mas é um livro meio que de aventura, então não posso reclamar. Aliás, uma observação do USA Today na contracapa, menciona a originalidade do autor para contar histórias, que ele já é um gênero literário em si.
   Apesar de alguns pesares, gostei muito do livro e até leria novamente para tirar algumas dúvidas que ficaram, sem a menor dificuldade, é uma leitura super tranquila e fluida. Eu só gostaria que ele tivesse explorado mais o lado das relações entre os personagens, do que o mistério, que para mim, assim como a vida, é só uma desculpa para conhecermos pessoas incríveis.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

[REVIEW] Francis Coppola's "Jack"

Na minha estante de criança havia vários VHS com meus filmes e desenhos favoritos gravados. Sempre assistia aos mesmos e mesmos filmes reiteradamente, sem nunca sequer me cansar.
Nos últimos dias, recordei-me de um filme em específico que assisti uma centena de vezes quando eu tinha dez ou onze anos, o filme era "Jack", estrelado pelo meteórico Robin Williams e dirigido pelo monstro do cinema, Francis Coppola, que lapidou jóias como "O Poderoso Chefão" e "O Jardim Secreto".
Deu-se início então uma incansável busca desse filme para que eu pudesse reassisti-lo. E assim o fiz.
O filme conta a história de um menino com um raríssimo distúrbio de envelhecimento, ele crescia e envelhecia quatro vezes mais rápido do que qualquer pessoa. Sua mãe, aos quase três meses de gestação pariu um garotão de vários quilos e a trama fixa-se quando o menino, chamado Jack, está com seus 10 anos e sua aparência de homem de meia-idade.
Com medo dos possíveis julgamentos e chacotas das crianças, o menino-homem é educado por um professor particular (interpretado pelo gênio da comédia, Bill Cosby), que convence sua mãe a matriculá-lo em uma escola pública.
Quando na escola, começam as dificuldades e as desventuras, até que o menino de barba ganha a amizade e a admiração de todos a sua volta (SEM SPOILERS!).
A película conta com atuações impecáveis tanto de Willians, que consegue cativar o espectador com um olhar ingênuo de criança que observa um mundo todo novo, quanto de Bill Cosby ou das crianças na faixa dos 11 anos.
Sem dúvida alguma, assisti-lo novamente, desta vez com mais maturidade, foi muito emocionante. Os diálogos dos adultos faziam muito mais sentido. E ter visto mais uma vez foi suficiente para exumá-lo das minhas memórias de criança e colocá-lo como um de meus favoritos na página do Facebook e na minha estante (está entre "Laranja Mecânica" e a trilogia  "De Volta Para o Futuro").
Sem estragar o enredo denunciando a trama, vou apenas recomendá-lo a todos que desejam assistir a um filme que engloba situações cômicas e outras emocionantes, mostrando o lado bom de crescer sem perder os olhos de criança perante o mundo.
Um filme para todos que não perderam a magia ao redor das pupilas! (Aos que perderam, é a chance do resgate.)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

[REVIEW] Skipping Stone EP [track by track]


   Ontem foi lançado mais um trabalho LYNDO de Alexz Johnson, pra quem não lembra ou não a conhece, já falei dela AQUI. O EP "Skipping Stone" chegou com tudo, junto a um Kickstarter (tipo o "Vakinha" aqui do Brasil) que já arrecadou muito mais do que ela pretendia para fazer uma turnê, por enquanto, só pelos EUA. Pra vocês terem uma ideia, Alexz queria arrecadar 30.000 dólares em 60 dias, mas em apenas 3 ela já arrecadou 41.826 dólares. Quanto mais você doa, mais coisas ganha, tem até pocket show exclusivo em casa e dependendo do quanto ela arrecadar, a tour pode alcançar mais lugares. #fingerscrossed
   Bom, agora vou fazer a minha tradicional review track by track, que só faço para músicos muito especiais, porque dá trabalho e exige mais neurônios do que eu costumo usar para postar aqui. Quem quiser ouvir junto e ir tirando suas próprias conclusões...ou não, just enjoy the music: